ENERGÉTICA

Estimulação ↔ Inibição

Como os canais transmitem ou permanecem em silêncio. A dimensão da atividade e da supressão, onde o fluxo encontra o seu silenciamento — onde se decide a fluência.

A fluência não é o sinal alto nem o canal morto — é o diferencial entre o que dispara e o que se mantém quieto. Um neurônio transmite porque os seus vizinhos estão silenciados; um público fala porque alguns silêncios se mantêm abertos. A inibição não é a negação da estimulação, mas a sua condição: o silêncio que permite que o sinal seja de todo ouvido. Existir energeticamente é oscilar entre excitação e silenciamento sem repousar em nenhum dos dois.

Fluência

O Daturoma substitui a pergunta "o que está a ser transmitido?" por uma processual: com que intensidade e contra que silêncio? Um sinal não é o seu conteúdo — é o seu diferencial em relação a um fundo ativamente mantido quieto. A inibição não é ausência: é privação positiva, a ocupação ativa de um canal pela sua própria contenção.

"Não há luz sem sombra, nem inteireza psíquica sem imperfeição." — CARL JUNG

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